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Edição # 33 | Agosto e Setembro 2010


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Entrevista
Luiz Braga: olhar cuidadoso sobre a Amazônia, suas cores, saberes e sabores

Por André Teixeira
Luiz Braga Luiz Braga Luiz Braga Luiz Braga

 

Nascido em 1956 em Belém do Pará, Luiz Braga desenvolveu uma bem-sucedida carreira como fotógrafo, digamos, "comercial", o que permitiu a ele investir na fotografia autoral, voltada para os temas que lhe são tão próximos e conhecidos: o povo, a cultura, as tradições e as múltiplas fontes de luz e cor da sua terra natal. Trabalhos que já lhe renderam prestígio e prêmios como o Leopold Godowsky Jr., a Bolsa Vitae de Artes e, mais recentemente, o Porto Seguro. Reconhecimento justo e merecido para um profissional que, fiel às origens e sem cair na tentação de olhar a Amazônia superficialmente, constrói uma obra de valor e impacto universais. Nesta entrevista, ele fala sobre sua carreira, os prêmios, o mercado editorial para a fotografia e suas influências – entre outros temas.

 

Luiz, como e quando foi que você começou a fotografar?

 

Aos onze anos, ganhei uma câmera de presente e resolvi desvendar aquela caixa mágica cheia de botões e números. Pedi ajuda ao fotógrafo da família e até encomendei o kit do curso por correspondência que vinha nos gibis que eu comprava. Improvisei um quarto escuro no porão de casa e mergulhei na delícia de fotografar. Naquela época, era uma brincadeira deliciosa, despretensiosa, que foi trocada pela guitarra das bandas de rock e, depois, pelo Super-8. No entanto, aos 17 anos ela retornou como quem não quer nada e tomou conta de mim, desta vez para valer.

 

Muita gente se encanta com a fotografia na juventude, mas, por diversos motivos, acaba não se tornando um profissional. Como foi essa sua passagem do amador para o profissional?

 

No meu caso, a opção pelo profissional se fez pela necessidade que eu tinha de comprar os equipamentos e material necessário, como filmes e papéis, sem onerar o meu pai, e também porque achava que era uma maneira de assumir minha escolha, de torná-la séria. Para mim, era natural viver daquilo que eu gostava de fazer. Iniciei minha carreira profissional ao mesmo tempo em que ingressava na faculdade de arquitetura da UFPA, de onde tirei ensinamentos que me são úteis até hoje.

 

Fale sobre sua carreira: lugares onde trabalhou, prêmios que recebeu, livros publicados, o que vem fazendo atualmente.

 

Montei meu primeiro estúdio em 1975 e logo percebi que, numa rua que virava rio toda vez que chovia – e em Belém chove muito –, não ia funcionar. Depois colaborei com os jornais de Belém, fotografando variedades, e fui convidado para trabalhar na Mendes Publicidade, onde fiquei por pouco tempo, pois as aulas da faculdade de arquitetura me ocupavam muito, impedindo um emprego formal. Voltei a ser freelancer. Fazia retratos, publicidade, arquitetura, industrial, enfim, clínica geral. Isso me dava recursos para fazer as fotos autorais, aquela fórmula conhecida do trabalho comercial provendo o pessoal. Com o amadurecimento, consegui alcançar o que antes parecia utopia: ganhar a vida, literalmente, fotografando o que gosto, com algumas exceções. Ao aprofundar meu trabalho pessoal, eu fui ao encontro da origem da minha fotografia: o prazer!

 

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA (NAS BANCAS)

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