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Edição # 30 | Fevereiro e Março 2010


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Blog da Photo Magazine by Digiforum

 

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Entrevista
Uma das atrações do Estúdio Brasil, Alexandre Salgado fala sobre sua experiência na fotografia publicitária – que lhe rendeu um prêmio FCW

Alexandre Salgado Alexandre Salgado Alexandre Salgado Artluz Studio

Há quase 30 anos, o jornalismo esportivo brasileiro perdia uma promessa profissional, mas a fotografia ganhava um apaixonado e competente nome: Alexandre Salgado, vencedor da última edição do prêmio de fotografia publicitária da Fundação Conrado Wessel – o mais importante da publicidade brasileira. Aos 20 anos, ele recusou um estágio na Globo para continuar sua carreira de fotógrafo, iniciada apenas um ano antes, quando empunhou pela primeira vez na vida uma câmera fotográfica. Não há motivo para arrependimento. Nesse período, Salgado se transformou num dos mais importantes nomes da nossa fotografia publicitária, atuando tanto no mercado do Rio quanto no paulista. Na entrevista a seguir, ele fala da sua trajetória, das dificuldades do mercado e de questões como manipulação e arquivamento de imagens.

 

Fale sobre seu início na fotografia.

 

Meu sonho era ser jornalista esportivo. Estudei jornalismo numa faculdade experimental bem bacana, onde a gente fazia programas de TV, cinema, jornais, enfim, praticava bastante. Aí comecei a fazer fotos para matérias, mas não senti muito interesse por aquilo. No segundo semestre, tive aulas com o Hugo Denizart e passei a curtir mais aquilo. Ele acabou me elegendo "o olho" da turma. Eu tinha uma Leica 59, do meu pai, bem arcaica. Comprei uma Nikon e fiz uma viagem ao Peru, onde fiz um monte de fotos legais. Na volta, o Hugo viu as fotos e sugeriu uma exposição, fez a curadoria, me ajudou. A exposição rodou por vários lugares, teve um destaque bacana, aí o Luiz Carlos Barreto, que era amigo do meu pai, me chamou para trabalhar com ele, fazendo still. Comecei assim.

 

Com que idade?

 

Eu tinha uns 20 anos. Até os 19 eu nunca tinha feito um clique sequer na vida. Continuei um tempo com um grupo de cinema na faculdade, fazendo uns curtas, mas acabei escolhendo a fotografia quando me formei em jornalismo. Cheguei a ser convidado pelo Armando Nogueira para estagiar na Globo, mas recusei. Já estava legal com a fotografia, ganhando dinheiro, gostando. A idéia de ser jornalista esportivo morreu ali.

 

E na publicidade, como entrou?

 

Um ano depois dessa história eu montei um estúdio com um amigo, Roberto Amadeu. Meu irmão trabalhava em publicidade e começou a me passar uns trabalhos, e assim fui montando meu portfolio. Dividimos um estúdio com um fotógrafo belga, Michel Harz, que era o melhor do Brasil em fotos de jóias e cigarros. Ele estava se aposentando e meio que nos adotou, dava aulas para gente. Fiz um outro curso com o Richard Welton, que tinha um estúdio famoso no Rio, e assim fui aprendendo e tocando a carreira. Na verdade, segui um caminho diferente da maioria: não fui assistente de ninguém, aprendi já fotografando.

 

Como foi a mudança do filme para o digital na publicidade?

 

Isso começou mais aqui no Rio. Eu tinha aberto uma frente em São Paulo, trabalhei bastante lá, e acompanhei bem o processo. A publicidade aqui começou a cair, a ficar mais pobre, enquanto a de São Paulo crescia bastante. São Paulo tinha uma resistência enorme ao digital até o ano de 2000, lá havia uma demanda enorme, o pessoal cobrava o que queria e tinha prazos maiores para entregar, enquanto aqui a gente tinha que oferecer agilidade, por isso a coisa começou por aqui.

 

LEIA A ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO IMPRESSA (NAS BANCAS)

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